ridículas
Um livro que começou como um exercício de escrita sobre o muito que gostaríamos de dizer para o(s) Outro(s), mas não dizemos, o que dizemos sem resposta, o que pensamos e nunca escrevemos. O que escrevemos, mas nunca enviaremos.
Com a perspectiva de escrever uma carta ou nota por dia, durante 120 dias consecutivos, sem respiro, algumas histórias reais, outras fantasmas, do passado presente e futuro, sem ordem cronológica. Durante o processo nem todas as cartas sobreviveram: algumas foram rasgadas por raiva, outras por demasiado amor. Algumas por vergonha. As que restaram, oitenta e oito, estão neste livro. Umas publicadas como poemas. Outras enviadas com envelope e selo. Ou entregues de outras formas. Em sonho. Sem destinatário.