NU
Em NU, Cristiana Rodrigues retrata o dia na vida de uma mulher que se sente presa nos afazeres domésticos e mundanos, enquanto divaga sobre sua existência, sobre ter ou não esperança, sobre qual caminho seguir para seguir viva. Um livro de sentimentos nus e crus.
"Os eventos que seguem não aconteceram no mesmo dia, mas poderiam. Todos os dias pareciam iguais. Há divagações romanceadas quando falta romance. Há falta de pontuação e ponderação onde há sofreguidão. Há associações entre uma monotonia de realidade, seres mitológicos, espaços reais e imaginários. O mecânico monótono ainda não tomava conta de todo o intelecto. Outros detalhes podem ter sido modificados para que a história pudesse ser contada de forma cronológica. Há coisas que mudam. A rotina não. A rotina dela parecia presa aos dias iguais, aos espaços restritos. Como lerão, em breves relatos de desmedidas horas, ela precisou encarar a realidade. Aprender a caminhar nos próprios chinelos para eliminar peçonha que sobrevivia desde o início do mundo. Desde quando o mundo era quase NU."